quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Desgraçados


Há muito que fantasiávamos com aquele momento. Nunca antes se propiciara, as nossas vidas seguiram trilhos opostos e agora o reencontro seria de (i)moralidades e desvarios. Entrei no exíguo quintal que fazia descobrir uma casa pequena, tradicional e cheia de história. Ele falara-me nela vezes em conta e eu, nas noites que perdia a sonhar, imaginava-a. As cores, os cheios, a mobília, e até as sensações de nela estar. Abriu-me a porta e entrei. O por – do - sol, as ultimas réstias de luz descoradas, seguiam-me os passos como se Deus naquele instante, me esboçasse o caminho. Percorri a casa com os olhos e mãos, tentei decorar cada pedaço, cada odor para jamais os esquecer. Nervoso, tal como eu, abraçou-me. Deixamo-nos ficar quedos como se aguardássemos uma desgraça ou um milagre. Não sei precisar quanto tempo assim ficámos, sei que foi o tempo suficiente para ter a certeza que o motivo de ali estar, não seria em vão.
Perguntou-me se estava confortável e beijou-me com os lábios que há vários meses me incendiavam e que me pisavam o corpo em sonhos. Correspondi com a minha língua, passeando-a por toda a sua boca lentamente, provando cada espaço quente, e molhado do seu interior. Estendeu a mão e levou-me ao que fora o seu quarto de criança. Não havia retratos nem bonecos, nem almofadas bordadas com as iniciais do seu nome, mas era naquele espaço que durante décadas armazenava todas as lembranças da sua infância e juventude.
Vi a cama. A cama que tantas vezes ele descrevia e nela me deitei cerrando os olhos devagar como se quisesse narcotizar acalentada com o cheiro a alfazema que saia dos lençóis que na noite anterior ele abrira para me receber o corpo. Vendo-me estática, abeirou-se de mim e despiu-me devagar, com gestos delicados e suaves como se não me quisesse acordar de um sono fingido. Deixei-me ir, facilitando também com gestos lânguidos que me despisse e me possuísse como quisesse. Nú, o meu corpo morto estava à sua mercê, à mercê de todas as suas vontade e desejos mais escondidos. Pediu que me sentasse hirta de joelhos em cima da sua cama olhando para o seu rosto e assim o fiz, olhei-o devagar e despi-o vorazmente, como se a minha vida dependesse da sua nudez e posse. A vontade de o sentir dentro de mim, impediu-me que o beijasse e lhe percorresse todo o corpo com os dedos, língua e lábios, queria senti-lo no meu interior e não perderia nem mais um minuto. Deitou-me na cama de costas e desceu sobre mim. Os seus cabelos tocavam-me na testa e a sua língua tocava na ponta da minha enquanto entrava em mim devagar e eu, recebia-o com gemidos baixos mas prolongados. Sentia a sua excitação na forma como as suas mãos me apertavam as nádegas, marcando-as com a ponta dos dedos. Os movimentos, eram suaves, mas profundos, saía e entrava em mim como a ondulação do mar a bater na areia e a sua voz acompanhava os meus gemidos dizendo; “como te sinto quente…”
Possuiu-me assim muito tempo, sempre devagar até que a simples tesão pelo corpo um do outro deu lugar à possessão desenfreada. Agarrando-me por um braço, encostou-me contra a parede, abrindo-me as pernas com um safanão segurando-me os pulsos. Chupou-me o pescoço e entrou em mim de repente. Soltei um berro de dor. Uma dor que quase me fez perder os sentidos. As mãos que antes me abriram devagar, agora, agarravam-me as ancas fazendo com que o meu rabo se levantasse para ele o poder tocar e apreciar. Possui-me de tal maneira brusco, que os seus gemidos pareciam urros de um desgraçado apunhalado nas costas. Gozava dentro de mim e chamava-me boneca, sentia-me apertada e quente e enquanto me comia cá dentro, os seus dedos tocavam-me. Nada me excitara tanto em toda a minha vida, como aquela brusquidão de dor e prazer e vim-me doida nos seus dedos. O suor, escorria-me pelas costas e a minha boca era uma mistura de saliva, suor e sangue. Sentia que estaria para breve o seu esperma em mim, mas quis que ele gozasse mais no meu corpo que o venerasse e amaldiçoasse que o consumisse. Claro que tivera outros homens, mas aquele, aquele… era como se tivesse sido feito à minha medida. De joelhos. De joelhos era como ele me queria, como bicho-do-mato e assim se alimentou vendo as minhas costas rebolando enquanto as suas mãos me puxavam o cabelo. Assim se veio e adormecemos no corpo um do outro enquanto os cães lá fora, uivavam e as vizinhas comentavam quem seria a mulher que naquela noite desgraçou o já desgraçado.

domingo, 7 de setembro de 2008

A importância da ponta dos dedos

Sim, amor. Toca-me devagar e molha-me para ti. Como sou pequena nas tuas grandes e rudes mãos...
Sim, amor. Toca-me com a ponta dos dedos e faz-me vir assim.

domingo, 31 de agosto de 2008

Desencanto


Hoje não quero foder contigo. Não me apetece o teu sabor na boca nem os teus dedos tirando-me a roupa.
Hoje não quero que te venhas. Não quero o teu leite quente nas minhas costas nem a tua boca morta na minha. Hoje não te quero mas tenho vontade de me vir. Vou tocar-me mas nem vou pensar em ti.

sábado, 30 de agosto de 2008

Eu Maria, por vezes respondo como Paulina Bonaparte


Uma das melhores experiências sexuais da minha vida aconteceu há seis anos e foi com uma mulher. Estava de férias em Porto Côvo com amigos e numa das noites quentes da costa vicentina, escapámos para a única discoteca presente na vila, da qual não me recordo do nome, mas asseguro que me lembro de tudo o que sucedeu nas horas que cruzaram essa noite.
Por volta das três da manhã e com a toillete indicada, leia-se provocante, claro, entrei nesse espaço e logo de imediato fui envolvida por uma música que num ápice acordou-me a libido. Curiosamente, reparei que na discoteca as mulheres estavam em maior número e os meus amigos ávidos de sexo e de álcool, deram início à perseguição começando por atacar as presas perto do balcão.
Comecei por juntar-me às dezenas de pessoas que se agitavam na pista e cerrei os olhos deixando a cadência musical embalar-me os pensamentos e o corpo, até que senti no meu pescoço, um arfar descontrolado e uma boca que docemente tocava a minha pele. Confesso que gozei a sensação e deixei-me estar de costas, pensando que um dos meus amigos estivesse bebido e tudo não passaria de uma pândega entre amigos que se divertem com amigos. Deixei-me estar quieta alguns instantes até que o simples calafrio deu lugar a um forte êxtase entre as minhas pernas. Voltei-me e deparei-me com uma linda mulher que instantaneamente quis saber o meu nome.


- Primeiro dizes-me o teu.
- Chamo-me Adelaide.
- Porra! Isso é nome de mulher que apalpa outra mulher?
- E tu, como te chamas?
- Paulina Bonaparte.
- Mas esse não era o nome de uma das irmãs do Napoleão Bonaparte?!

Tinha-me saído a sorte grande! Além de estar determinada naquela noite a trocar cuspo com alguém do mesmo sexo, deparei-me com uma que sabia História! Para além de excessivamente bonita também tinha inteligência. Como poderia eu deixar desaparecer tal achado? Respondi-lhe:


- Sim, é. Achas estranho?
- Muito. O Paulina ainda é razoável mas o apelido tem uma enorme carga histórica.
-Olha Adelaide, passaste os lábios pelo meu pescoço com o objectivo de nos fodermos ou de discutirmos História?

A minha característica frontalidade e desumanidade deram azo a um largo sorriso de Adelaide que de imediato se aproximou de mim e colocou-me os dedos dentro da saia indo ao encontro do “ponto” principal da questão. Aproveito para desabafar e admitir que nunca um homem lá tinha ido com tanta pontaria. Adiante… A rapariga que deveria ter a mesma idade que eu, tinha uns cabelos louros e longos, e olhos verdes profundos que me enfeitiçaram. Disse-me ela:


- Paulina se quiseres, tenho uma casa em Milfontes.
- Milfontes? Nem pensar. Se quiseres, comemo-nos mesmo aqui.
- Na discoteca?
- Claro. Porque não?

Acabara de retorquir e já a levava pela mão como uma criança, direitinha para a casa de banho. Enfiámo-nos numa das divisórias e Adelaide subiu-me a saia até à cintura e tirou-me a blusa que cobria (pouco) o meu peito. Despi-lhe o vestido e estivemos muito tempo a tocar uma na outra. Os seus dedos eram estreitos e delicados e tocavam-me quase com meiguice enquanto as nossas línguas passeavam-se entusiásticas e alcoolizadas uma na outra. Ajoelhei-me a seus pés e baixei-lhe as cuecas e num ápice, rodopiei a minha língua naquela porção de pele avermelhada, quente e húmida ao mesmo tempo que lhe tocava nas mamas com alguma agressividade. Adelaide gemia e tocava-me nos cabelos enquanto eu comia a sua vulva aumentada e suave.

- Agora sou eu.
- Sim …

Adelaide comeu-me sôfrega e saciou-me. Enquanto me lambia e enfiava os seus dedos pela minha vagina, os meus braços seguravam os rolos de papel higiénico que estavam pousados na bancada. O meu orgasmo foi de tal maneira prolongado e agressivo que quase afastei a sua língua da minha pele com violência. Depois de ter experimentado pela primeira vez o sabor de uma mulher, fiquei com a certeza de que nós, as que fomos retiradas da costela de Adão, sabemos a céu.
Vim-me e poderia ter saído daquele cubículo satisfeita, ter batido com a porta e deixado Adelaide naquela malfadada sensação pré - orgásmica que nos deixa, a nós mulheres, seios e ventre inchados sem de lá ter saído qualquer tipo de gemido e de espasmo orgásmico. Peguei-lhe nas pernas e comi-lhe o sexo devagar e com paixão. Dediquei-me a Adelaide como todos os homens se dedicaram a comer-me a vagina. Veio-se contorcendo-se e finalizámos o seu prazer num demorado beijo de língua. Disse-me Adelaide:

- Gostaste Paulina Bonaparte?
- Sim. Foi bom. Deu para entender porque é que nós, as mulheres, vamos sempre aos pares para a casa de banho.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

O professor



- Estica a perna direita! Nesta coreografia não há joelhos flectidos, caramba!
- Dói-me a anca quando tento fazê-lo. Não consigo distender totalmente a perna!
- O espectáculo é daqui a dois dias e não admito más figuras.
- Ainda não percebeste que não consigo?
- Deita-te ali e coloca-te na posição de *borboleta.

*Deitada de barriga para cima completamente direita. Pernas dobradas para fora encostando os dois pés um no outro.

Carlos Fuentes era meu professor de dança há dois anos. Alto, esguio e de tez muito morena. Na fronte, tinha uma cicatriz (parece cliché), “marca de guerra com o irmão quando criança”, o próprio contou numa das aulas.
Vestia elegantemente fora e dentro das aulas, cada gesto seu era de uma delicadeza quase a raspar o feminino e que destoava da agressividade do rosto.
Falava bem português, mas não esquecera a adolescência na Venezuela e colocava intencionalmente uma leve pronúncia apenas em alguns verbos para não abandonar as suas cálidas raízes.


- Dói-te quando faço pressão com as mãos no teu joelho?
- Muito. Pára.
- Levanta-te. Não vais dançar. Não quero que faças má figura. Ou o tango sai irrepreensível ou vale mais nem apareceres.
- Merda para ti! Não danço porque não consigo esticar a cem porcento a porcaria do joelho?
- Sabes que não admito faltas de profissionalismo num espectáculo.

Saí da sala. As minhas colegas bailarinas rejubilavam por dentro, mas cantaram em uníssono um “ó que pena”.
Fui para os balneários enquanto continuavam o ensaio. Não suportaria estar a assistir sentada numa cadeira.
Despi-me e pus-me debaixo do chuveiro com água a escaldar. Encostei-me à parede de mosaico rosa e deixei-me estar em pé, relaxada, de olhos fechados a sentir a água quente a bater-me no rosto já quase escaldado. O balneário enchia-se de vapor.

- Que fazes aqui?
- Vim saber como estás.
- E entras no balneário das mulheres assim sem mais nem menos?
- Quero ver como está o teu joelho.

Confesso que nunca sentira uma grande atracção por Fuentes apesar de ser um homem atraente e um par de dança admirável. Por vezes, enquanto dançávamos, sentia que o excitava com o meu rebolar, mas nunca Fuentes tinha colocado mão em sítio proibido ou dissera algo mais provocador.

- E achas que este é o local mais indicado para o fazeres? Sai daqui.
- Não, mas quero acalmar-te e ver o joelho.

Enquanto me olhava nua, aproximava-se devagar e com cuidado para não escorregar. Tinha uma camisa branca de alças bem justa de onde saltavam uns fantásticos peitorais e uns braços torneados e morenos. Vestia umas calças pretas, também justas, fazendo adivinhar o tamanho daquilo que minutos depois entraria em mim. Encostei-me de novo à parede, mas virei-me de costas. Fuentes aproximou-se em passos elegantes tal cavalo de passeio e beijou-me os ombros, enquanto também ele ficava encharcado. Afastou-me com a sua perna as minhas pernas e fiquei submissa, muda e nada disse. As suas mãos enormes, sentia-as no meu rabo e no meu sexo molhado. Enquanto me tocava, a sua boca segredava-me ao ouvido.

- Sempre te quis. Lamento que não possas ser meu par no espectáculo. O tango ficará para outro dia…

Virei-me e dei-lhe um grande estalo. É preciso coragem! Um parvo daqueles diz-me que não posso dançar e chega ali e come-me sem mais nem menos? Não.
Fiz com que se sentasse e com dificuldade, entre shampô e sabonete conseguiu equilibrar-se e colocar o rabinho no chão. Sentei-me em cima dele e a sua boca mordiscou-me os mamilos enquanto as mãos, apertavam o meu rabo contra o seu sexo. Arqueei-me para a frente e entrou em mim, grande. O ritmo com que o fodia era de tal maneira rápido que as pernas de Fuentes já não tinham posição para estar e começavam com espasmos musculares.

- Vamos mudar de posição Maria. Estou a ficar com dores musculares.
- Tantos anos de dança e com breves minutos de foda choras com dores? Incrível…
- Sai, vamos mudar.
- Nem pensar.

Não deixei que se levantasse e cada vez que soltava um esgar de dor misturado com prazer, eu aumentava o ritmo e fazia mais e mais pressão. Via-lhe no rosto aflito para se mexer e para se vir e aumentei ainda mais o ritmo enquanto a água batia nos nossos rostos dificultando-nos a respiração. Finalmente Fuentes explodiu num gemido intenso e sofrido ficando completamente inerte debaixo de mim e quase que eu explodi a rir de tal figura ridícula.

- Não me digas que te doem os músculos?!
- Parva que foi isto? Vingança?
- Não, só quis que soubesses que às vezes não temos culpa de fazer má figura. Já agora, viste o meu sabonete?

Ontem


- Espero-te há muito. Onde estiveste?!
- A passear, a respirar outros ares. Por vezes preciso de me alienar. Tu entendes, és igual.
- Podias ter avisado. Acabei de ler o livro que me ofereceste nos anos. Queria tanto contar-te o final!

Sentada no sofá da sala, esperava-o há duas horas. Controlava-me para não ser agressiva nas perguntas mas a perna direita denunciava o meu nervosismo. Tremia freneticamente.

- Acalma-te, querida. Só fui respirar.
- Prometeste que íamos jantar fora.
- Compenso-te. Compenso-te sempre.
- Que vais fazer? Oferecer-me um vestido da Lanidor ou um par de brincos?
- Vou foder-te.

Deixei-me estar sentada. Desde que entrara, Miguel não tirava os olhos das minhas pernas despidas e do meu peito que arfava de nervosismo e alguma irritação debaixo de uma blusa minúscula e apertada. Sabia que estava excitado. Conheço-o demasiado bem. Quando está com tesão, denuncia-se, coçando a cabeça.

- Vais foder-me ...

Comecei a provocá-lo. Enquanto Miguel me olhava, eu mexia no cabelo, enrolando-o e abria as pernas devagar deitando-me cada vez mais à beira do sofá. Deixei-me estar quieta enquanto ele se despia à minha frente devagar. Ajoelhou-se e tirou-me as cuecas, afastando-me ainda mais as pernas. Meteu dois dedos em mim enquanto me olhava.

- Gostas.. sei que gostas. Estás molhada.
-Estou sempre molhada. Lambe-me.

A sua língua explorava-me todos os centímetros. Se há coisa em que Miguel é bom, é a fazer minetes e arroz de caril. Quando me senti a vir, fechei as pernas de repente e afastei-lhe a cabeça à bruta.

- Não me quero vir já. Deixa prolongar...
- Conta-me do livro.

Enquanto ia relatando capítulo a capítulo, ele continuava com os dois dedos dentro de mim e com a outra mão, apertava-me o pescoço com força, fazendo com que a minha voz se soltasse rouca e pausada embalada com o entra-e-sai dos seus dedos no meu sexo.
Levantei-me do sofá e coloquei-me de joelhos à sua frente e apreciei o belo homem que divide comigo copos, talheres, pasta de dentes e banheira. Alto, bem definido e quente. Cheiro doce entre-pernas, boca apetitosa e suave. Comecei por beijar-lhe as virilhas, ao mesmo tempo que tacteava os contornos do seu rabo e costas. Sentia-o a gemer de prazer, soltando a cabeça para trás enquanto me puxava os cabelos. Suavemente passei a língua no seu sexo duro e ansioso. Depois, soltei os lábios e meti-o na boca até ao fundo ao mesmo tempo que o rodeava com a mão apertada e humedecida com a minha própria saliva.

- Agora chupa. Chupa-me todo.

Quando Miguel diz esta frase, é porque sente que em breves segundos pode explodir na minha boca.
- Não! Não disseste que me foderias? Então...?

A provocação teve efeito. Montou-me de cócoras como um cavalo monta uma égua no cio. Meteu-se em mim com brutalidade e quase me espancava com aquelas pancadas que alguns apelidam como "pancadas de amor". O meu rabo, o rabo que ele tanto gosta, apertava-o com força enquanto me fodia sem dó nem piedade. Soltei longos gemidos e apertei-lhe o sexo com meu, fazendo rápidas contracções que o sufocavam e libertavam.

- Estou-me a vir. Estou-me a vir.

E veio-se. Nas minhas costas. Deixando-me um mar de sémen que me escorria pelas pernas e pés. Sentou-se ao meu lado a sorrir perguntando-me:

- Tens fome? Vamos jantar?
- Só se for arroz de caril...